Bergamo, a cidade onde a Ttori estuda : chegue de trem, cheire as flores , pegue um ônibus conosco até a cidade alta, curta o visual, aprecie uma exposição interativa, explore as ruas, as pessoas na praça velha, e veja escondido a aula da faculdade mais feminina da galáxia !
martedì 29 maggio 2007
Bergamo nua para você
Bergamo, a cidade onde a Ttori estuda : chegue de trem, cheire as flores , pegue um ônibus conosco até a cidade alta, curta o visual, aprecie uma exposição interativa, explore as ruas, as pessoas na praça velha, e veja escondido a aula da faculdade mais feminina da galáxia !
giovedì 24 maggio 2007
martedì 15 maggio 2007
Raúl de Cuba
Ouviamos o som do trumpete antes mesmo de chegar no mirante do Parco Güell.
2 anos de trabalho forçado ajudaram Raúl a conseguir a permissão para sair de Cuba. Há anos que vive em Barcelona na companhia do seu trumpete, mas longe da mulher amada.
Pode não parecer, mas Raúl já está na faixa dos 70 anos e convive diariamente com a dureza do seu instrumento. Explica que o tempo destruiu os seus músculos da buchecha e que já não toca bem como quando era jovem.
2 anos de trabalho forçado ajudaram Raúl a conseguir a permissão para sair de Cuba. Há anos que vive em Barcelona na companhia do seu trumpete, mas longe da mulher amada.
Pode não parecer, mas Raúl já está na faixa dos 70 anos e convive diariamente com a dureza do seu instrumento. Explica que o tempo destruiu os seus músculos da buchecha e que já não toca bem como quando era jovem.
lunedì 7 maggio 2007
Nadia e Nonna
Nonna e Nadia

Tentem perceber que estão sempre reclamando da senhora e que ela, naturalmente, se incomoda. Dá pra sentir com as suas caras de cachorrinho.
Tradução:
Cena 1 - Nadia conta como era bom na cidade onde trabalhava:
Nadia
... beber,comer lá, as mesinhas, as cadeiras, as barraquinhas no alto, com árvores grandes, tem uma fonte bonita naquele parque, tinha coisas de boccia e vinham fazer competicões...
Roberta (interrompendo)
Foi ai que voce conheceu Palotto ?
Nadia
Não, Paolloto conheci em Concesio, no bocciodromo...
Cena 2 - Nadia começa a reclamar de Nonna :
Às 3 e meia ela liga o rádio. Se chega o presidente ela não desliga.
Rádio grita e grita ela também, pode vir qualquer um e ela não desliga o rádio e vai em frente.
E me diz :
- Eu sinto que você não está me fazendo companhia.
Mas eu estou cheia daquela missa !
Cena 3-Pergunto propositalmente se a Nonna ajuda em casa.
Eduardo
Mas Nadia, a Nonna não te ajuda em nada ?
Nadia
Olha, a Nonna enche o saco. É todo o dia que briga comigo. Veja só : ontem ficou sozinha ao meio dia até que o Giaccomo (Pai da Roberta) chegasse para levá-la. Coloquei a roupa para levar na lavanderia e ela colocou de volta no armario. Suja né!?
Nonna (em dialeto para Roberta)
Quando ela estava em Brescia trabalhando com aquela outra mulher, ela era sempre socada! Depois a mulher jogava merda nela e socava de novo. E reclama de mim agora?
Cena 4 (close em Nonna)
Nadia
Todos os dias eu tenho que trocar as suas meias porque vem o negro entre os dedos. E ela diz :
- Não as lave, não as lave, não as lave, não as lave !
Então eu não limpo elas.
Roberta (para Nonna)
Vovó, você tem que limpar as coisas. Deixa ela limpar as coisas.
Nadia
Porque eu limpei 2 ou 3 vezes, mas ela dizia :
- Não!
Tentem perceber que estão sempre reclamando da senhora e que ela, naturalmente, se incomoda. Dá pra sentir com as suas caras de cachorrinho.
Tradução:
Cena 1 - Nadia conta como era bom na cidade onde trabalhava:
Nadia
... beber,comer lá, as mesinhas, as cadeiras, as barraquinhas no alto, com árvores grandes, tem uma fonte bonita naquele parque, tinha coisas de boccia e vinham fazer competicões...
Roberta (interrompendo)
Foi ai que voce conheceu Palotto ?
Nadia
Não, Paolloto conheci em Concesio, no bocciodromo...
Cena 2 - Nadia começa a reclamar de Nonna :
Às 3 e meia ela liga o rádio. Se chega o presidente ela não desliga.
Rádio grita e grita ela também, pode vir qualquer um e ela não desliga o rádio e vai em frente.
E me diz :
- Eu sinto que você não está me fazendo companhia.
Mas eu estou cheia daquela missa !
Cena 3-Pergunto propositalmente se a Nonna ajuda em casa.
Eduardo
Mas Nadia, a Nonna não te ajuda em nada ?
Nadia
Olha, a Nonna enche o saco. É todo o dia que briga comigo. Veja só : ontem ficou sozinha ao meio dia até que o Giaccomo (Pai da Roberta) chegasse para levá-la. Coloquei a roupa para levar na lavanderia e ela colocou de volta no armario. Suja né!?
Nonna (em dialeto para Roberta)
Quando ela estava em Brescia trabalhando com aquela outra mulher, ela era sempre socada! Depois a mulher jogava merda nela e socava de novo. E reclama de mim agora?
Cena 4 (close em Nonna)
Nadia
Todos os dias eu tenho que trocar as suas meias porque vem o negro entre os dedos. E ela diz :
- Não as lave, não as lave, não as lave, não as lave !
Então eu não limpo elas.
Roberta (para Nonna)
Vovó, você tem que limpar as coisas. Deixa ela limpar as coisas.
Nadia
Porque eu limpei 2 ou 3 vezes, mas ela dizia :
- Não!
venerdì 4 maggio 2007
giovedì 3 maggio 2007
Refém do meu próprio cérebro
Durante o vôo para Aruba, Renata afirmou que eu distribuiria o meu curriculum vitae assim que retornassemos de viagem.
Era a nossa primeira vez juntos no mesmo avião e o tamanho da minha preocupação em buscar um trabalho era pequeno como a distância entre as nossas poltronas.
Concordei com a cabeça e ela começou a falar de um livro sobre a democracia americana cujo autor era professor na sua universidade. As palavras saíam da sua boca parecendo não agradar muito ao meu cérebro. O meu cérebro, por sua vez, preferiu se preocupar com o curriculum e me deixou sozinho numa espécie de stand-by.
Senti o meu cérebro pensar que preparar um curriculum em língua estrangeira requeriría um certo esforço. Senti o meu cérebro sentindo preguiça. Renata falava sem parar e o meu cérebro fingia concordar balançando a minha cabeça, quando, na verdade, queria atacar a dela com uma cabeçada certeira.
A idéia de procurar uma namorada à altura de Renata me deixou puto e só aguardava o barulho seco da pancada para iniciar a minha busca avião afora.
Era a nossa primeira vez juntos no mesmo avião e o tamanho da minha preocupação em buscar um trabalho era pequeno como a distância entre as nossas poltronas.
Concordei com a cabeça e ela começou a falar de um livro sobre a democracia americana cujo autor era professor na sua universidade. As palavras saíam da sua boca parecendo não agradar muito ao meu cérebro. O meu cérebro, por sua vez, preferiu se preocupar com o curriculum e me deixou sozinho numa espécie de stand-by.
Senti o meu cérebro pensar que preparar um curriculum em língua estrangeira requeriría um certo esforço. Senti o meu cérebro sentindo preguiça. Renata falava sem parar e o meu cérebro fingia concordar balançando a minha cabeça, quando, na verdade, queria atacar a dela com uma cabeçada certeira.
A idéia de procurar uma namorada à altura de Renata me deixou puto e só aguardava o barulho seco da pancada para iniciar a minha busca avião afora.
Iscriviti a:
Post (Atom)
